sábado, 14 de março de 2026

De você para quem

Da ultima vez que eu vi, ja não sei quando foi e também não sei onde era, talvez fosse num bairro que já não me lembro o caminho; são tantos os bairros em quais já me perdi, do que adianta tentar lembrar daquilo que já não é. Queria lembrar daquilo tudo, mas o sonho confuso é tudo que tenho e ainda assim só satisfaz quando durmo, o mais engraçado é que fui eu que fiz isso tudo.

Parece que esqueci como sentir ou como chegar naquele lugar que faz sentir, não peço ajuda a ninguém porque não conheço ninguém, não reconheço o espelho, visto as mesmas roupas, aquela camisa que me deram e fico me indagando questões inúteis que no fim só me fazem sentir menos e menos a cada semana que passa e eu nem percebo. 

Tomo café não porque preciso mas sim porque a rotina clama que é preciso se não minhas paredes gástricas se dissolvem e eu morro, mas que diferença faz se eu vivo na hiper-realidade da minha cabeça que se mata e no fim não lembra de mais nada. 

De você para quem

Da ultima vez que eu vi, ja não sei quando foi e também não sei onde era, talvez fosse num bairro que já não me lembro o caminho; são tantos...