Fui dormir, putaria, sangue de lua cheia. Salvador cheia de sangue; ela falou - ensanguentada - para Morte que era super barra pesada, que fumava cigarro, que comia todas as meninas da cidade, trabalhava lá em Itapuã, gostava de lá, do farol... A maconha estava sempre presente completamente alegre, desprezível. Morte matou muita gente, muita mesmo, e mesmo assim continua vivendo essa vidinha de bosta, parado na esquina à vadiar com aquele maldito cigarro de maconha na boca seca dele. Minha pena por ele era grande, a ultima fez que a gente se viu foi hoje e ele disse assim: Tenta não fazer barulho na sombra pra num chamar saci. Eu falei que se foda o saci, se ele quiser que venha, que eu lhe fecho numa garrafa de vidro de tampão.
MORTE
Morte morreu pouco tempo depois de hoje, faleceu em São Paulo capital, às vinte uma horas desta segunda-feira. Foi baleado à queima roupa por um pai de uma das garotas que ele comia, Patrícia, garota repousada que não falava muito, gostosa e gostava de ir a lugares lindos, seu lugar favorito era Isla de Maipo no Chile. Lá ela se casou e teve dois filhos adoráveis e exagerados.
02:12am
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