Foi descrito, muito antes da criatura, que certo dia as coisas mudariam e que os tempos chegavam ao fim. O Fim, prezava com que já na época dos homens, poderia ele voltar ao local que tanto desejara chegar, seu sonho, seu sonho que ninguém jamais poderia saber, nem mesmo sua eterna amada Amaterasu; seu brilho era cegueira, seus olhos puro fogo, ausente de saudade. Ausente, estava o Fim, cada tempo que se passava, uma duvida lhe recorria à cabeça, se ele fosse retornar de fato ja nada mais estaria lá, todo o tempo se mataria, todas as mais belas praias ja não estariam lá. Somente póstumas lembranças de um tempo que se passou, assim como as ondas do mar que nunca são iguais umas das outras, nessas mesmas ondas que passavam, -Ele e Amaterasu- juntos olhando a vasta longitude daquele pequeno planeta tão frágil, tão fora de tudo que haviam presenciado em um futuro ou um passado ambíguo. Apesar de tudo estava ansioso para vê-la e de certa forma tentar lhe espelir seu segredo; Amaterasu com todo seu conhecimento pelas coisas de tudo e regente do Sol, obviamente ja sabia de seu segredo, seu segredo amargo, frágil e doce.
O Fim se encontrou com Ela em um dia extremamente chuvoso na rodovia Raposo Tavares, de mãos dadas, soltando beijos ao ar. O sereno da madrugada foi refrescante e os dois estavam em plena paz, paz que jamais haviam sentido antes, sobrevoaram a cidade inteira, foram à Perus, depois ao Jabaquara, finalmente terminando seu trajeto em Santana; foram momentos inesquecíveis os que passariam juntos com tudo oque desejavam, Fim. Fim de tudo, Recomeço de tudo no fim o tempo passa em rapidez absurda que ate mesmo o mais sacro, o Amor, renasce nas formas mais belas com qual somente o Amor faz crescer, Vênus, com todo seu esplendor nos presenteou com esse maravilhoso estado, tão inexplicável que somente palavras não explicam sua complexidade.
Fim.
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